Internacional precisa de reformulação: quando será feita a cirurgia no elenco?


Análise sobre o momento decisivo do Inter, os erros da gestão e a necessidade de mudanças para voltar a competir na Libertadores.


A última noite mágica na Libertadores

Retornamos à Libertadores: o Inter contratava Sérgio Rochet, além disso tinha Enner Valencia, e enfrentava o River Plate. Provavelmente, naquele jogo no Beira-Rio, o Inter viveu a sua última noite mágica. Enner Valencia havia sido decisivo no Monumental de Núñez e Rochet foi espetacular no confronto contra o River Plate. No Beira-Rio a decisão foi para os pênaltis e, nela, o Inter venceu o River. Guardamos na memória aquele momento histórico.

A semifinal que marcou a dor colorada

Logo depois, Valencia foi decisivo contra o Bolívar. Mas, nas semifinais, algo aconteceu: 45 minutos separavam o Inter da final da Libertadores. Esses 45 minutos continuam martelando na cabeça de nós, colorados, assim como aquele gol perdido por Nico López no Maracanã contra o Flamengo. Os dois gols perdidos por Enner Valencia impediram o Inter de chegar à final da Libertadores. E eu acho que você, como eu, também acredita que o Inter seria campeão. O Inter era um time melhor que o Boca Juniors.

A base que parecia suficiente

Tentamos lidar com essas dores vencendo um Gre-Nal em seguida, mas o peso daquela derrota permaneceu. Tínhamos uma base: Rochet, o goleiro; Alan Patrick, até então o melhor meia da Libertadores e um dos melhores da América, cotado para a seleção brasileira; e Valencia, um atacante que, mesmo perdendo aqueles gols, é o maior da história do Equador.

A chegada de Borré e os erros da gestão

O Inter estava tão perto de conquistar e foi em busca de Borré para fortalecer esse núcleo e tentar ser campeão. No entanto, as coisas não deram certo. Coudet se foi e houve mais um erro da gestão ao contratar um técnico que não usava dois atacantes. Ou seja, tinha que escolher entre Borré e Valencia.

O último suspiro de Valencia

Valencia ainda teve seu último suspiro na conquista do Gauchão, feito que não traz grande alegria aos torcedores colorados, comparado ao que já vivemos no passado. Foi o único título dessa gestão, que realmente deixou muito a desejar. Valencia acabou saindo, levando consigo essa frustração. Alan Patrick, por sua vez, foi importante e podemos dizer que foi peça fundamental para que o Inter não chegasse ao rebaixamento, pois foi decisivo em muitos momentos. Mas aquele núcleo construído para vencer acabou fracassando.

O diagnóstico atual

O Inter precisa se reestruturar. “É preciso saber a hora de dizer adeus.” No ano passado, quando o Inter pensou em mudanças, acabou liberando alguns jogadores que estavam rendendo menos. O time caiu de produção e correu sérios riscos de rebaixamento. Talvez a direção pense que o melhor seja manter um pouco mais e aguardar que a próxima gestão tome decisões sobre esses jogadores.

Jogadores que não entregam mais

No entanto, é claro que agora esses jogadores não estão entregando o que se espera. Rochet tem falhado e, após várias lesões, não tem correspondido ao nível de um goleiro de seleção. Ele traz insegurança e recentemente tem recebido vaias da torcida. Alan Patrick não rende mais como antes; é nítido como tem perdido bolas em situações que não costumavam acontecer, levando o Inter a sofrer contra-ataques e gols. Ele precisa ir para outro mercado, onde possa render melhor.

Borré até fez gol recentemente, mas carrega a marca de ser um jogador que perde muitos outros e não corresponde à expectativa nem ao salário que recebe. O diagnóstico está claro: é necessário fazer uma cirurgia, ou seja, uma reformulação do elenco e de seus pilares.

O dilema do momento certo

A pergunta é: qual deve ser o momento da cirurgia? Agora, no meio do ano, já que esses jogadores não têm rendido e, em alguns momentos, até mesmo têm sido reservas, como no caso de Borré e Alan Patrick? Ao mesmo tempo, o Inter terá capacidade de repor esses jogadores com qualidade?

A nova gestão e o futuro

Esperamos que, agora, com a mudança no departamento de futebol para Fabinho Soldado e Abel Braga, haja uma capacidade melhor de escolha de jogadores do que a gestão anterior, que trouxe Richard e Clayton Sampaio. É preciso pensar no futuro do clube, mesmo que essa geração esteja acabando. Paulo Pezzolano tem se mostrado um técnico muito capaz, mas precisa ser ajudado. Ele precisa de zagueiros, de um novo goleiro e também de reposições importantes.

A decisão final

Esses jogadores ainda podem gerar alguma receita para o clube. Sendo assim, o Inter vai precisar fazer essa cirurgia. A questão é: quando? Agora, na janela do meio do ano, ou no início do ano que vem, quando a nova gestão assumir?

Você, torcedor, acha que chegou o momento ou, devido à incompetência da gestão de Alessandro Barcellos, prefere que essas mudanças ocorram no final do ano?

Diga nos comentários o que você acha.

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