O torcedor colorado já entendeu: 2026 não é ano de promessas grandiosas. Mas enquanto existir Copa do Brasil, ainda há espaço para acreditar.
Nesta terça-feira, às 19h30, o Internacional encara o Athletic Club em mais um passo na competição nacional. Diante da realidade atual do clube, talvez seja justamente nesse torneio que esteja o caminho mais viável para transformar uma temporada desacreditada em algo competitivo.
A queda no Campeonato Gaúcho deixou marcas. As dificuldades financeiras expostas nos bastidores também reduziram expectativas. Hoje, o ambiente colorado parece compreender que a prioridade é reorganizar a casa e voltar a construir estabilidade dentro e fora de campo.
No Campeonato Brasileiro, a meta mais realista parece ser terminar entre os dez primeiros colocados e garantir vaga em competição continental. É pouco diante da grandeza histórica do Inter, mas compatível com o momento atual.
Só que o futebol não vive apenas de planejamento racional. Existem torneios que mudam ambientes, reacendem confiança e aproximam equipes limitadas de campanhas surpreendentes. A Copa do Brasil costuma ser exatamente esse tipo de competição.
O Internacional, aos poucos, voltou a demonstrar sinais de competitividade. Mesmo sem um elenco estrelado, o time passou a parecer mais organizado, intenso e comprometido dentro das partidas.
Muito disso passa pelo trabalho de Paulo Pezzolano. O treinador encontrou um grupo limitado tecnicamente, mas conseguiu devolver identidade ao time. Ainda faltam peças importantes e mais profundidade de elenco, mas existe algo que há pouco tempo parecia distante: evolução.
Claro que qualquer sonho passa também pela janela do meio do ano. Se o clube conseguir reforços pontuais e inteligentes, a equipe pode ganhar força suficiente para enfrentar fases mais pesadas da Copa do Brasil.
Ninguém está dizendo que o Internacional virou favorito nacional. Não virou. Mas também seria injusto ignorar que existe uma evolução acontecendo.
E, neste momento, o sonho possível do Colorado é a Copa do Brasil.
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