A política de fim de feira: como a falta de convicção de Alessandro Barcellos levou sua gestão ao fracasso.
“Quando o mercado exige rapidez, o Inter escolheu a lentidão — e pagou caro por isso.”
Alessandro Barcellos cometeu um erro grave nos seus anos de gestão ao adotar a política de fim de feira. Ele acabou perdendo muitas oportunidades que levaram o clube a perder campeonatos e chances de se fortalecer. O pior é que poderia ter aprendido cedo, mas não aprendeu com seus próprios erros.
Os primeiros erros de gestão
Ramírez e a ausência de defensores construtores
“Um modelo de jogo sem peças certas é apenas uma ideia no papel.”
Miguel Ángel Ramírez chegou ao Internacional com uma proposta clara: saída de jogo desde os zagueiros, com a bola no chão, transformando os defensores nos primeiros “construtores” da equipe.
O problema é que o técnico não recebeu esse tipo de jogador. A demora da direção em contratar reforços adequados fez com que o modelo nunca fosse implementado de forma plena.
Bruno Méndez, que poderia se encaixar melhor nesse estilo, só chegou após a perda do Gauchão e a demissão de Ramírez. O resultado foi um trabalho interrompido antes de mostrar evolução.
Medina e a ausência de pontas
“Medina precisava de pontas, mas o clube só trouxe Wanderson quando já era tarde demais.”
No ano seguinte, a história se repetiu. Cacique Medina, que dependia de pontas, viu Wanderson chegar apenas após sua saída.
Negócios perdidos pela demora
Jogadores que escaparam
“Enquanto outros clubes agiam com convicção, o Inter hesitava e via jogadores escaparem.”
A falta de convicção fez o Inter perder nomes como Barbosa (Botafogo), Igor Jesus e Marlon Freitas, que poderiam ter reforçado o elenco.
Richard Ríos: a oportunidade que virou milhões
“Richard Ríos é o retrato da oportunidade perdida: barato para o Palmeiras, milionário para o Benfica.”
Richard Ríos foi especulado no Inter, mas o clube tentou reduzir o valor e perdeu o negócio. O Palmeiras o contratou por cerca de R$ 6 milhões em 2023. Dois anos depois, o jogador foi vendido ao Benfica por 30 milhões de euros (aprox. R$ 194 milhões). A valorização mostra como a demora custou caro ao Inter.
Casos emblemáticos de contratações tardias
Thiago Maia e Taison
“Quando o regulamento fecha a porta, a demora fecha o futuro.”
- Thiago Maia (2024): chegou após o fechamento da janela do Gauchão e não pôde enfrentar o Juventude na semifinal.
- Taison (2021): também foi inscrito tarde demais e ficou fora das fases decisivas do estadual.
Igor Jesus: a oportunidade desperdiçada em 2022
“Algumas portas só se abrem uma vez — e o Inter deixou passar.”
No ano de 2022, o atacante Igor Jesus, então com 20 anos, foi oferecido ao Internacional. Revelado pelo Coritiba e já em destaque no futebol dos Emirados Árabes Unidos, o jogador representava uma oportunidade de mercado acessível e promissora.
O Inter, porém, não avançou na negociação. Pouco tempo depois, Igor Jesus chegou ao Botafogo se valorizou, transferiu-se para o Nottingham Forest por cerca de 11 milhões de euros e chegou à seleção brasileira em 2024.
A hesitação custou caro: o clube perdeu a chance de contratar um jovem atacante antes de sua explosão no mercado internacional.
Linha do tempo em quadro comparativo
Conclusão e expectativa futura
É compreensível que uma direção tente conseguir o melhor preço nas negociações — afinal, o equilíbrio financeiro é parte essencial da gestão moderna.
Mas essa busca não pode se transformar em demora excessiva, a ponto de fazer o clube perder oportunidades e competitividade.
Negociar bem é importante, mas agir rápido é vital.
O caso de Igor Jesus, oferecido em 2022 e perdido antes de se valorizar, é mais uma prova de que o Inter precisa abandonar a política de fim de feira.
Restam pouco mais de 200 dias para a mudança de direção: que os próximos candidatos à presidência do Inter não repitam essa postura.
Que sejam mais ágeis no mercado de contratações, que boa parte da equipe seja montada antes do início das competições, e que as oportunidades no fim da janela deixem de ser a regra — tornando-se exceções bem planejadas, com jogadores que realmente façam a diferença e cheguem a tempo de disputar as partidas decisivas.
“O mercado não espera: ou o Inter age, ou assiste.”

Até o fim da temporada precisa de resiliência da torcida esperando um 2027 melhor at
ResponderExcluirUma drogq de Presidente
ExcluirO ultimo presidente que entendia de futebol foi o Fernando Carvalho
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